terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fragmentos

Derrepente a mesa estava marcada, muitas xícaras de café passaram alí, cada uma formando seu próprio círculo, um fim, um meio e inúmeros começos.
O cinzeiro também acumulara quilos de cinzas, quimeradas lágrimas evaporadas, espalhadas em um recipiente inopaco, transparecendo toda a mágua de uma vida.
E meus pelos eriçados à percepção de que fui guardando esses e muit'outros venenos, esculpindo-os no vaso que sou, durante dezoito anos de sobrevivência e quase-morte, anos do vazio que sobreviveu em meu interior inerte.

3 comentários:

  1. Você sempre escreve sobre você, Aneki?

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  2. É relativo, quem escreve sempre vai se colocar, de pequena ou grande parte, no texto, eu dependo do meu humor.(:

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  3. Mas nem sempre é perceptível que o autor se colocou no texto.. Você faz propositalmente, Aneki?

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