quarta-feira, 15 de junho de 2011

contramão

É o que acaba sendo nossa ida, o controverso do tudo que a gente deseja e anceia por, a percepção de que toda mágua é vã e que o amor só é importante para quem ama. Andar fora de tantos padrões é simplesmente escolher um padrão diferente que se encaixa com tantos outros. Ser sentido, ouvido, marcado, dar ao alheio a força para te arrancar do cômodo e te mostrar que o mundo pode sim ser mais que uma parede fria, ou mostrar que ele se resume mesmo e somente a uma parede fria.

Sempre olhar para trás, imaginando que o futuro poderá ser tão bom quanto fora um dia.

sábado, 16 de abril de 2011

Engraçado, a única fração eternamente bela, no humano, é seu olhar. Seu.

domingo, 27 de março de 2011

O cataclisma de um nada é relativo ao tudo que o originou e qualquer alarde se faz necessário à percepção que periga à surdês, periga à cegueira, periga à vida em um mar de pessoas falantes, mas que não escutam ou enxergam, nem conversam entre sí, há definição de ignorância, há definição do que se relaciona.

Essa fortaleza inútil.

A asfixia de perder, isso, exatamente da posse eu falo, de tê-la como objeto, meu somente, controlar sua vida, vigiar seus passos, proibir, interfirir e que há de feio nisso? Se me importa tua dor e tua alegria, já que adoto todas as portas de transparência e te dou minha onisciência, por que se escondes? Há de ser por falta de confiança, há de ser por bobagem, mas constrói esse muro qual não há rachaduras, hei de fazê-las um dia, hei de roêr-te enfim, transformando tua dor em minha calma, tua alegria em meu tormento e o casamento de nossos devaneios em cadeiras vazias que nós dois poderemos ocupar, felizes ou não, mas juntos.