domingo, 22 de agosto de 2010

Meu condão.

Desperta aconchego infinito em um único toque, quando há necessidade de tocar, compõe e faz em mim suave música. Meu condão não é extremo e nem pouco, somente o necessário à existência, dele e nossa.
Vezes ao léu abuso da oportunidade de lembrar que nesse momento só eu posso pensar nele, só eu posso abraça-lo fortemente e a reciproca é minha. Meu condão tem algo como um sopro de calmaria frente ao insuportável, e a pele macia qual só ele.
Meu condão não é mágico e tão pouco extraordinário, há nele a simplicidade que me agrada e a companhia que preciso, tem mais defeitos que qualidades e ainda assim é doce como um caminhar de mãos dadas. Meu condão tem um sinal na bochecha esquerda que me faz esquecer qualquer devaneio, é perfeito.

Hoje eu o amo incansavelmente e espero que esse hoje nunca acabe,
de mel.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

À Deus,

E ao resto de meus amigos imaginários, eu peço qualquer objetivo ou motivação. Devo estar perdendo as maneiras certas e os impulsos. Quietude, quietude, quietude, só enxergo de relance o que outrora guiava esses pelos, falta pele pra arrancar e maquiagem pra borrar. Tudo agora acompanha um "só", eu só piso, eu só faço, eu só fumo, eu só respiro, ordinário demais.
Juro que sou um cadáver enrijecido acompanhando o fluxo de esperanças não minhas, compulsivamente planejando e realizando, que merda, uma merda de inexpressividade.
Ultimamente eu andei retratando cada comemoração simplista como se fosse a última festa, até briguei comigo por propor alguns ultrajes, estou morto e peço encarecidamente uma ressurreição.
Escrever só me é lembranças e lembrar machuca, então, por favor não me faça estar aqui de novo.
Ó Todo Imperfeito qual o amanhã é certeza, receba esse cuspe e compreenda-me, só quero meu próprio bem, meu próprio prazer, meu próprio eu.