quarta-feira, 11 de agosto de 2010

À Deus,

E ao resto de meus amigos imaginários, eu peço qualquer objetivo ou motivação. Devo estar perdendo as maneiras certas e os impulsos. Quietude, quietude, quietude, só enxergo de relance o que outrora guiava esses pelos, falta pele pra arrancar e maquiagem pra borrar. Tudo agora acompanha um "só", eu só piso, eu só faço, eu só fumo, eu só respiro, ordinário demais.
Juro que sou um cadáver enrijecido acompanhando o fluxo de esperanças não minhas, compulsivamente planejando e realizando, que merda, uma merda de inexpressividade.
Ultimamente eu andei retratando cada comemoração simplista como se fosse a última festa, até briguei comigo por propor alguns ultrajes, estou morto e peço encarecidamente uma ressurreição.
Escrever só me é lembranças e lembrar machuca, então, por favor não me faça estar aqui de novo.
Ó Todo Imperfeito qual o amanhã é certeza, receba esse cuspe e compreenda-me, só quero meu próprio bem, meu próprio prazer, meu próprio eu.

2 comentários:

  1. És uma mera ilusão, pobre condenado à virtude das 'desmaravilhas' da vida. Escolheu teu próprio caminho e em diante estará hulmanamente sozinho. Aceite a realidade, um tanto vazio e desconforto. Nem um maço de cigarro lhe servirá.

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  2. Tamanha é a minha admiração diante do quão expressivo você conseguiu ser. Dizer nada e tudo ao mesmo tempo. Incrível.



    Anekii.

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